domingo, 13 de janeiro de 2008

Πελοπόννησος

Passadas várias horas de viagem, um túnel subaquático em Preveza e uma ponte toda pipi que liga Rio a Antirrio, eis que vislumbro pela primeira vez o Peloponeso! Última paragem antes do regresso a Atenas, lar dos famosos espartanos e uma península que só não é uma ilha porque está ligada à Ática pelos 6 km do estreito de Corinto.

Posso dizer com propriedade que o Peloponeso ficou a meio porque não cheguei a ir a lado nenhum a sul de Tripoli, ou seja, sítios como Sparta, Monemvasia e Elafonisos ficarão para uma próxima oportunidade.

As fotos são de:
Olympia. Berço dos jogos Olímpicos e o local onde se acende a chama olímpica de 4 em 4 anos.
Micenas. As ruínas têm cerca de 4000 anos e foi aquilo que vi de mais antigo em toda a viagem.
Napflio. Uma vila de arquitectura veneziana e totalmente vocacionada para o mar e o turismo. Por nenhuma razão em especial foi onde fiz a passagem de ano.
Epidauro. Onde fica o famoso teatro e o templo de Asclépio (Deus da Medicina).
Corinto. Fotografia do istmo de Corinto. É possível fazer bungee jumping de lá.












PS: Já escrevi anteriormente sobre a condução na Grécia mas ainda não escrevi nada sobre a sinalização. Nem o vou fazer, mas (para terminar) posso só demonstrar através de uma foto.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Μακεδονία

Uma coisa importante a descobrir na Grécia é que não se deve discutir com um grego através de raciocínio lógico.

É inútil. Uma completa perda de energia e tempo. O simples acto de perseguir as ideias logicamente, sem as deixar fugir, é algo que os gregos são ensinados desde crianças a estranhar, o que é estupidamente brilhante. As coisas limitam-se a ser como são e não há necessidade de as questionar.

Invariavelmente, a discussão resvala para a casmurrice e é impossível bater os gregos no seu próprio jogo. Um exemplo prático e completamente fictício de uma discussão com um grego seria:

- Atenas é demasiado poluída e caótica.
- Grego: tens razão.
- Simplesmente há demasiadas pessoas a viver em Atenas e regiões desertas no resto do país.
- Grego: tens razão.
- É uma pena.
- Grego: pois é.
- Deviam começar a preocupar-se em reciclar e a utilizar mais o metro, por exemplo.
- Grego: porquê?
- Porque Atenas é demasiado poluída e caótica.
- Grego: Não é não.
- É, sim.
- Grego: Não é não.
- É, sim.
- Grego: Não é não.
- É, sim.
- Grego: Não é não.
- É, sim.
- Grego: Não é não.

O melhor mesmo é nem sequer discutir, mas, caso seja absolutamente necessário, é partir imediatamente para a irracionalidade. Um exemplo demonstrativo será discutir da seguinte forma: “Ò grego, olha que isso está errado porque o teu superior hierárquico disse que está errado. Pensa melhor no assunto porque mousse de chocolate caseira é melhor do que a instantânea”. Violência física poderá ajudar a acelerar o processo pelo que não é de excluir na totalidade.

Isto para dizer que a Macedónia não é um país mas, sim, uma região no norte da Grécia. Não tentem convencer um grego do contrário. O país que toda a gente, fora da Grécia, conhece como Macedónia simplesmente não existe na Grécia e chama-se FYROM (Former Yugoslav Republic of Macedonia).

A capital da região e segunda maior cidade da Grécia é Thessaloniki. Infelizmente só estive lá uma tarde e apenas deu para ver a Torre Branca. Mesmo assim, percebi que é uma cidade à beira-mar e com montanha. Um pouco como Barcelona. Na Grécia dizem que, embora sendo uma cidade, Thessaloniki é muito mais acolhedora e relaxada do que Atenas. A confirmação requeria tempo que eu não dispunha desta vez, mas, conhecendo Atenas, não tenho dúvidas de que seja verdade.

Fui ainda a Vergina ver os túmulos reais macedónios, (nomeadamente aquele que se crê ser o de Filipe II – o pai zarolho de Alexandre, o Grande), Edessa, Naousa e Pélia.

Antes, passei pelo Monte Olympus: o ponto mais alto da Grécia e lar dos Deuses.

Pessoalmente, aprecio mais paisagens naturais que estejam pouco danificadas pelo homem (coisas virgens em geral) e por esta altura já estava farto de ver pedras (acho que é um luxo poder referir-me desta forma aos monumentos e sou o primeiro a admitir que sou um palerma).

Os Lagos Prespa eram um dos locais que mais curiosidade me despertavam à partida e não fiquei desapontado. É dos poucos parques naturais a nível mundial constituído maioritariamente por água.

Kastoria é uma bonita cidade construída à volta de um bonito lago que não o Prespa e igualmente constituído, maioritariamente, por água sob a forma de gelo, em virtude dos -15º registados na altura.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ήπειρος

A região do Épiro faz fronteira com a Albânia e poderia parar a minha discrição por aqui que estaria tudo dito. Já sabia que em Atenas há muitos albaneses (ao ponto das línguas oficiais nos multibancos serem o grego, o inglês e o albanês) mas no Épiro há simplesmente mais albaneses do que gregos. Os próprios gregos que aí vivem parecem-me albaneses.

É uma região BELÍSSIMA em termos de paisagem natural e vida selvagem. Em Zagori só apetece encher os pulmões de ar. Brutal para limpar a porcaria que Atenas tem enfiado aqui para dentro. O único problema é que as estradas são uma MERDA. Fui alertado por vários colegas gregos para os perigos das estradas nesta zona; que era a zona com mais sinistralidade na Grécia, que as condições das estradas eram más, que a visibilidade era quase nula devido ao microclima da área, que eram as primeiras a ser cortadas em caso de mau tempo, que mesmo no Verão eram perigosas, que só condutores experientes como camionistas se atreviam a utilizá-la no Inverno e por aí adiante. Em particular uma que tem o sugestivo nome de Κατάρα (maldição, em português).

Repeti para mim mesmo o nome umas quantas vezes e tomei nota mental. Afinal, não se deve brincar com superstições.

Sem saber bem como fui parar exactamente a essa estrada e juro que não sei por onde andei durante umas boas 2 horas porque eu não via nada a não ser aqueles sticks fluorescentes enterrados na neve. E tenho a nítida sensação de que vi um lobo e um urso à beira da estrada a olharem para mim com os olhos a brilhar.

Ioannina até pode não ser a melhor cidade do Mundo mas dadas as circunstâncias (ter escapado são e salvo da KATARA!) foi o que me pareceu.

Dodoni foi grande cenário! E conhecemos um pastor que ficou tão admirado de ver turistas por ali naquela altura do ano que resolveu oferecer queijo (i.e. procurem por feta em Portugal e vejam qual é a marca).

Seguiu-se uma descida ao Inferno em Nekiomanteo e a ascenção divina em Parga. Muito poético.



Garganta de Vikos








Ponte de pedra para animais em Zagori










Ioannina







Dodoni







Nekiomanteo aka Oráculo dos Mortos aka Inferno

Reparem na figura sinistra do lado direito... este lugar tem poderes!



Sempre disse que pelo Benfica até vou ao Inferno.




Parga


domingo, 6 de janeiro de 2008

Θεσσαλία

Seguiu-se a região da Tessália e foi aqui que as coisas começaram a ficar realmente interessantes. Não que Delfi & companhia tivesse sido aborrecido, afinal, brincar às batalhas com 23 anos de idade e passar o dia de Natal a 1000 metros de altitude num templo pagão na companhia de 2 muçulmanos é engraçado, senão patético. Mas foi tudo muito planeado, talvez, por ser a primeira parte da viagem: visitar museus, tirar fotografias, comer em restaurantes, dormir em hotéis com vista para o Mar, etc. Numa só ideia: demasiado turístico (para os objectivos desta viagem).

Felizmente o tempo, que já era mau, começou a piorar e decidi cortar Pélion do roteiro. Na verdade, foram o Rachid e o Reda que cortaram a cabeça à ideia e eu assenti; aquilo é longe para caraças, as estradas são más e dizem que é preciso, no mínimo, 3 dias para visitar. O facto de conferenciarem constantemente em árabe também fez com que me sentisse um refém e preferi não protestar.

Com esta decisão ganhámos cerca de um dia e decidimos fazer aquilo que normalmente se faz quando se tem demasiado tempo livre: palermice.

Rapidamente deixámos de usar o mapa porque, simplesmente, as estradas deixaram de estar no mapa. Passámos a orientar-nos pelo cheiro das oliveiras, pela beleza das árvores no Inverno e pelo frio nos ossos. Regra geral, andámos sempre perdidos.

Gosto dessa sensação de “Uau, as coisas estão a ficar sem controlo” e sinto sempre uma espécie de excitação anárquica quando vejo que aquilo não deveria ter acontecido mas que afinal é tão bom. E foi isso que aconteceu quando o eremita Barnabé me sussurrava ao ouvido a direcção de Meteora. Dizia ele; “vais sempre em frente em direcção à árvore branca, aí viras à direita (Δεξιά, porque o Barnabé só falava grego) e sobes, sobes, sobes, sobes, sobes… descansas um bocadinho e continuas… sobes, sobes, sobes e sobes até veres um campo de futebol no meio do nada. Resistes à tentação de dar uns toques até porque não tens nenhuma bola e continuas. Sobes, sobes, sobes e sobes pelo meio de nevoeiro, neve e caminhos enlameados que talvez chegues lá neste belíssimo veículo. Talvez. Em Meteora vais descobrir as escadas do paraíso… podes estar descansado que vais estar na mais plena solidão… não há ninguém suficientemente ESTÚPIDO para ir a Meteora num dia destes!” Eu limitei-me a agradecer ao Barnabé; “Está bem. Muito Obrigado! Adeus” (Εντάξει. Ευχάριστο πολύ! Γεια σας, porque o Barnabé só falava grego). E segui o meu caminho. Sempre a subir.





É uma história ligeiramente exagerada. Pelo menos penso que aconteceu, mas há uma estranha sensação na minha mente de que isso possa ter acontecido com outra pessoa – um tipo qualquer chamado Hélio Mandráki Fischer von Erlach Péricles – mas lembro-me nitidamente de isto ter acontecido: a mim ou a ele.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Στερεά Ελλάδα

Sterea Ellada significa literalmente Grécia firme e foi, com firmeza, a primeira região que visitei nesta viagem.

Tebas pode ter sido outrora a cidade mais poderosa da Grécia mas actualmente o único interesse que pode ter para um turista é o museu e este está fechado para obras sem data de reabertura. Não me parece que volte lá de propósito.

O Mosteiro de Osios Loukás é um bom exemplo da arquitectura bizantina. Dista do século XI e é talvez o mais importante edifício do género na Grécia. Como fica a caminho de Δελφοί (Delfos) e todas as outras “igrejas” são “réplicas de qualidade inferior” vale a pena fazer uma visita. No interior também há mosaicos fixolas.


Arahova é uma estância de sky que está na moda em Atenas. Daquilo que vi diria que está num nível intermédio entre a Serra da Estrela e a Sierra Nevada, mas não sou especialista em neve...

O grande atractivo é sem dúvida Delfos, o centro religioso pagão da antiguidade clássica. Diz a lenda que Zeus enviou duas águias de cantos opostos do mundo e ambas se cruzaram nos céus por cima de Delfos, indicando que era ali o centro da Terra.


Itea, Galaxidi, Mesolongi e Vonitsa são vilas piscatórias, à excepção de Mesolongi que é uma cidade e considerada santa porque foi a única na Grécia que resistiu à ocupação turca.


Confesso que acho o nome Termopilas apropriado para um sítio onde 300 tipos decidiram enfrentar em combate uma força de 1.000.000 homens. Não sei se estão a ver a dimensão da coisa mas para cada espartano havia 3333 persas. A resposta dos espartanos à ordem de entrega das armas foi um sonoro VENHAM BUSCÁ-LAS!!! A menos que os persas estivessem constipados e lutassem com fisgas parece-me que é necessário, pois bem, tê-los no sítio. Estes tipos sabiam que iam morrer e fizeram-no em nome da liberdade (foi a partir deste momento que as cidades-estado se uniram e surgiu na Grécia uma ideia nova chamada democracia). A batalha das Termópilas está documentada como a batalha mais desigual de toda a história. Ainda conseguiram resistir durante 3 dias e não fosse a traição de um grego de nome Εφιάλτες (Ephialtes significa pesadelo em grego) poderiam ter derrotado os Persas. Tudo isto é um misto de lendas e acontecimentos históricos e cabe a cada um acreditar naquilo que quiser. Pessoalmente, gosto de imaginar uma batalha com diatribes como “vai para a tua terra ò mascarrado!”, “O quê? Tu e mais quantos? 999.999!? Ò diabo… pensava que eram menos.”, bananas espetadas na cara do inimigo e outras coisas desse género. O local, por assim dizer, consiste num mural com uma estátua gigante do Rei Leónidas literalmente à beira da auto-estrada. É um local ao ar livre que vale mais pelo simbolismo. Eu gostei.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

8 dias na Grécia

Olhei a besta nos olhos e o que vi foi lindo! Vai demorar uns dias até que me sinta novamente um ser humano mas acho que valeu a pena. Cada km dos cerca de 4300 km percorridos (4353 para ser exacto) em 8 dias de viagem saiu-me da pele. Isto não foi turismo, foi uma missão de reconhecimento. A palavra é… (gritem bem alto) INTENSO! Muitas das coisas que vi não vêm em guias turísticos; sempre que possível andei por estradas secundárias o que acabou por se revelar uma opção arriscada mas ao mesmo tempo compensadora. Quase todos os dias tive de conduzir à noite e reduzir o número de horas de sono para que pudesse cumprir (mais ou menos) aquilo que tinha planeado. Obviamente, gostava de ter ficado mais tempo em cada local mas o objectivo desta viagem não era relaxar; era ver o máximo de coisas possível, detectar “áreas de interesse” para mais tarde voltar. Só para terem uma ideia das minhas “férias”, às 24:00 estava na cama e às 06:00 da manhã já estava novamente na estrada.

Por si só, conduzir na Grécia é uma aventura porque 1º – há montanhas que nunca mais acabam e as estradas são aos ziguezagues 2º – o estilo grego de condução requer algum tempo de adaptação (i.e. a principal diferença é que a faixa de emergência é utilizada como faixa de rodagem) e 3º – Conduzir ao som de músicas de Natal on loop do Georgios Kyriacos Panayiotou (rebaptizado George Michael) dá-me cabo da paciência. Para piorar, estando no Inverno, o normal foi conduzir em condições péssimas (chuva, nevoeiro, neve, frio, etc.). Custava, mas de cada vez que pensava em desistir acontecia sempre alguma coisa que me dava forças para continuar. Os vídeos e as fotos que saquei são um bom exemplo disso.

Em relação à escolha dos locais, cheguei à conclusão que em 7 dias e ½ teria sempre de cortar coisas interessantes que se tivesse tido mais tempo gostaria de ter visitado. De qualquer forma, a viagem foi suficientemente puxada a nível físico e psicológico para nem sequer me sentir culpado. Em 7 dias e ½ vi aquilo que muitos gregos me disseram ser impossível. Ελα ρε μαλακα!

Uma coisa importante que já sabia de experiências anteriores é que um local não é o mais importante para se ter “bons momentos” a viajar. Dinheiro muito menos (estes 8 dias foram baratos. Por exemplo, sítios arqueológicos e museus são de borla com um cartão de estudante da UE). Antes de mais, é preciso predisposição e uma abertura a TUDO o que se passa à nossa volta, desde o pastor “albanês” nas montanhas do Pindo que nos ofereceu iogurtes, o engarrafamento de vacas, o engarrafamento de cabras, o cão estúpido, passando pelo monge em Meteora que conhecia o Cristiano Ronaldo e acabando no gerente de hotel em Ioannina que nos deixou ficar num quarto de hotel de 4* por meia dúzia de tostões.

Uma vez percebido isto não há mal nenhum em sermos gregos na Grécia e admirarmos sem preconceitos uma topografia única e um país com uma cultura riquíssima; cultura essa que é o berço da civilização ocidental.

Não houve um sítio que me tivesse desapontado excessivamente, talvez à excepção do Nekyomanteio (o Inferno que vem na mitologia grega…). Não passa de uma fossa séptica com um cheiro a peido que não se aguenta e para isso tinha ido ao estádio do Sporting. Também não vi nenhum cão de 3 cabeças.

Aquilo que gostei mesmo foi da viagem, propriamente dita, porque mais importante do que os locais visitados foi ter chegado lá. Embora a condução na Grécia seja desafiante a paisagem natural é recompensa mais do que suficiente por esse esforço.

Aconselho todos a fazerem uma visita à Grécia, se puderem, sem ser no Verão porque as ilhas e tal são bonitas, e eu até compreendo, mas a Grécia também tem muita natureza e frio para oferecer!

Neste momento, apenas não conheço as ilhas e a Trácia (a parte que faz fronteira com a Turquia) e o único sítio que tinha programado visitar e que não cheguei a ir foi Pelion (o gancho, de onde vêm os centauros…) porque era impossível em termos de logística e faz mais sentido ir lá com calma, quando estiver melhor tempo… aliás, no Verão, planeio fazer outro tipo de turismo, mais convencional e balnear.

Estes 8 dias pareceram 8 semanas.

Pode parecer estranho mas sinto que esta viagem no Inverno vai fazer com que, subconscientemente, me sinta merecedor de ir a uma qualquer ilha à distância de um qualquer barco. É um pouco a lógica de saber sofrer para ser recompensado que, ao fim ao cabo, foi a mensagem desta viagem.

Ah, e nunca mais vou dizer mal de um Chevrolet Matiz. Juro.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

De volta a Atenas

Acabo de chegar a casa, em Atenas, depois de deixar o Rachid, o Reda e o carro no aeroporto. Foram eles os meus companheiros nestes últimos 8 dias.

No aeroporto, senti uma vontade gutural de apanhar um avião e ir para a minha verdadeira casa... Lisboa… só por 5 minutos...

De volta a Atenas, antes de chegar a casa, passei pelo Jardim Nacional e assisti ao render da Guarda. Odeio Guerra, mas admiro os militares pela sua capacidade de auto-controlo, disciplina, planeamento e paciência.

As histórias e as fotos da viagem estão para breve. É esperar mais um bocadinho até organizar as fotos e planear aquilo que vou escrever. Inspirem-se nos evzones. Um pouco de paciência.