domingo, 7 de dezembro de 2008

Reafirmação da minha existência

Ao ouvir no Telejornal da RTP1 as notícias que dão conta dos confrontos entre a polícia e manifestantes, em várias cidades gregas, tive a sensação estranha de dejá vu (daquelas que arrepiam a espinha!) e desejei que, por alguma razão estranha, pudesse estar lá.






segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Agradecimentos à Claque + final de época

Está tudo na mesma (e isso é bom). Uma semana depois de ter chegado a Lisboa posso garantir que não sinto que tenha perdido nada nos 9 meses que estive fora. É essa a grande vantagem de viajar e ter uma base sólida. Só se ganha.

Parece que foi ontem que aterrei em Atenas e, ao mesmo tempo, parece que nunca cheguei a sair de Lisboa.

O Benfica continua GLORIOSO e, se estiver enganado como (ingiro) o meu chapéu, estou confiante numa época com títulos nacionais e uma boa participação na UEFA. Senão vejamos, uma equipa titular com

-----------------------------------QUIM------------------------------------
----NÉLSON----------LUISÃO------------D.LUIZ------------LÉO--------

----------------------------------KATSO------------------------------------

----------------C.MARTINS----------------AIMAR---------------------------
----------REYES--------------CARDOZO------------DI MARIA--------------

(isto sem saber se o Doutor Rui Costa não saca ainda um Lateral e Extremo direitos ao nível do resto do onze) é garantia de que temos equipa para fazer muitas vezes a festa da vitória. Para além disso o Quique Flores é, na minha modesta opinião, dos melhores treinadores duma “nova geração” de treinadores. O que é que isto da “nova geração” significa? Que não tem bigode e utiliza conceitos como “tecnologia” e princípios de jogo em detrimento de tácticas.

Tinha mais coisas para escrever mas, naturalmente, menos importantes do que saber que o Benfica já tem um onze base definido. Estar em casa também é bom, claro.

Isto para dizer que volto, aparentemente, a mesma pessoa. De resto, não é por isso que viajo. Sei bem quem sou e não tenho grande interesse em mudar. Sou eu mesmo e não sou sempre o mesmo. Pensando bem volto pior porque dos 5% que não ocupava o meu tempo a pensar no Benfica, agora, 4% são ocupados a pensar no Panathinaikos. Os restantes 1% estão destinados a actividades elementares como respirar, comer e beber…

Se a vida fosse um jogo de futebol e eu um jogador de futebol (um dia quando for grande…) estaria a começar uma nova época. Mas antes de começar tenho de agradecer à massa associativa que, por pouca sorte ou falta de habilidade, se cruzou comigo na última temporada. Obviamente faltam alguns, inclusive o grande Dionisio que trocou a nacionalidade grega pela portuguesa mas cometeu o erro de escolher o Sporting como equipa de eleição em Portugal. Fazer uma referência a todos demoraria muito, estou cansado e quero ir dormir (só na empresa seriam umas 10 pessoas)... mas estão todos cá dentro!

Eles foram (sem nenhuma ordem em especial):




Donatos - Malaka!





André - Portuguesa dos Desportos!



JP - Sunseeker!



Rachid - 3 porquinhos!


Reda - Mogador!



Pedro - o Terror da Economia Paralela grega!



Carina - C12 fixolas!


Maria - Benaki!


Naya - dicionário! Roberto - Capitão!


André Alves - Xôr Doutor!

Isabel - Soneca!


Diana - cor-de-rosa!


Aspa - neve!


Catarina - Creta!


Georgia - rir! Maria - Cardim!


Stephanos - rembetika!


Sara - onde é que está?


Javi - que clase!



Teresa - Investimentos! Filipa - Xôra Doutora!

Foram estes alguns dos sócios e sócias (pagantes com amizade) que abnegadamente apoiaram o Horto Magiko nas suas deslocações a locais frios, alguns, e quentes, outros, mas todos eles recônditos, ou quase todos, vá... não estou com grandes preocupações ou preciosismos a estas horas:

Ática
Peloponeso
Sterea Ellada
Epirus
Macedónia
Albânia (juro!)
Cesme
Bodrum
Ephesus
Pamukkale
Izmir
Instanbul
Genebra
Mullouse
Basel
Freiburg
Lefkada x2
Corfu
Elafonissos x3
Scorpios (ilha do Onassis)
Meganissi
Ithaca
Kefalónia
Zakynthos
Aegina
Poros
Salamina
Itzea
Hydra
Serifos
Sifnos
Paros
Naxos
Milos
Creta (costa oeste)
Mykonos
Tinos
Ios
Chios
Samos
Ikaria

Curiosamente não fui a Rodes nem a Santorini (Santorini é tão lindooooooooooooooooooooo... opah, tens que ir, tens que ir, tens que ir... e foi por isso que não fui).

Em retrospectiva, foram jornadas duras porque já não há jogos fáceis e o futebol já foi mais técnico. Agora, é altura de assinar por uma nova equipa. As negociações estão em fase adiantada mas só anuncio a contratação depois de consumada que é para não correr o risco de fracassos como os famosos casos Flemming Polvsen, Oleg Luzhny, John Dal Tommason ou, mais recentemente, Saviola e Luis Garcia.

Até lá um grande bem-haja e um Horto Magiko em honra de todos aqueles que se divertiram ao ler estas baboseiras ao longo de 9 meses.

INE HORTO MAGIKO (ΕΙΝΑΙ ΧΟΡΤΟ ΜΑΓΙΚΟ) FERTE MU LIGO GIA NA PIO (ΦΕΡΤΕ ΜΟΥ ΛΙΓΟ ΓΙΑ ΝΑ ΠΙΩ) TON PAO MU NA ONIREFTO (ΤΟΝ ΠΑΟ ΜΟΥ ΝΑ ΟΝΕΙΡΕΥΤΩ) KE NA FONAKSO STO THEO (ΚΑΙ ΝΑ ΦΩΝΑΞΩ ΣΤΟ ΘΕΟ) PANATHA MU SE AGAPO (ΠΑΝΑΘΑ ΜΟΥ ΣΕ ΑΓΑΠΩ) SAN IROINI SAN SKLIRO NARKOTIKO (ΣΑΝ ΗΡΩΪΝΗ ΣΑΝ ΣΚΛΗΡΟ ΝΑΡΚΩΤΙΚΟ) SAN TO XASIS TO LSD (ΣΑΝ ΤΟ ΧΑΣHΣ ΤΟ LSD) GIA SENA PAO MASTURONI OLI I GI (ΓΙΑ ΣΕΝΑ ΠΑΟ ΜΑΣΤΟΥΡΩΝΕΙ ΟΛΗ) PANATHA MU SE AGAPO (ΠΑΝΑΘΑ ΜΟΥ ΣΕ ΑΓΑΠΩ)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O que farias se não estivesses com medo?

Hoje foi o meu último dia de trabalho na Grécia. Acho as despedidas deprimentes e invariavelmente despeço-me das pessoas com um "até logo", em português, ou um "see you in another life", em inglês. Nunca estou com grandes conversas ou penso demasiado naquele momento.
"Será que nunca mais vou ver aquela pessoa?" Epah, não sei... se calhar não... mas o importante é que o período de tempo que interagi com ela tenha valido a pena.
Acredito, sinceramente, nesta "teoria do prazo de validade"... à excepção da família ou alguns amigos aos quais nos devemos agarrar com unhas e dentes. A vida é efémera e para ser vivida sem arrependimentos ou medo.
Gostei muito das pessoas com quem trabalhei... excelentes pessoas... espero que volte a encontrá-las! Γεια σου παιδιά. Mια χαρά!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Histon FC


Depois de passagens pelos escalões jovens da UDR Tires, Sport Lisboa e Benfica e GD Estoril-Praia foi na Grécia que redescobri a alegria de jogar futebol a “sério”.

Nem sei como é que não escrevi sobre isto antes mas eu sou o primeiro estrangeiro a jogar pelo Histon FC (uma equipa amadora). Nada de espectacular, okay, mas estamos em segundo lugar numa 2ª divisão da região de Atenas. Faltam umas 4 jornadas até ao final do campeonato e já não podemos chegar ao primeiro lugar (a equipa que está em primeiro é claramente melhor) mas não nos saímos nada mal tendo em conta que, até ao momento, apenas perdemos os dois jogos contra essa equipa (só vitórias) e temos 7 ou 8 empates. O resto só vitórias.

Temos um treino por semana e jogamos num campo sintético em Gerakas. Quase todas as equipas deste campeonato usam esse campo, porque é disponibilizado pela organização, então acaba por ser só o balneário a mudar semanalmente.

De realçar o meu jogo de estreia em que ganhamos por 16-1! e eu marquei um poker (4 golos), todos de belo efeito. Tenho alternado entre as posições de avançado solto (10) e extremo (11) porque sou o único gajo que tem instruções (indicações do mister) para tentar jogadas individuais – o que demonstra a confiança que ele deposita em mim. Na realidade, estou a gozar, não temos treinador.

O nosso melhor jogador é o guarda-redes. Ainda não o vi dar um frango e normalmente podemos sempre contar com 2 ou 3 golos salvos por causa dele. Acho que há uma equipa que está interessada em dar-lhe um contrato profissional, não me lembro do nome mas é uma equipa do meio da tabela da 2ª divisão.

Muitas vezes não posso ir aos jogos, porque normalmente não estou cá aos fins-de-semana, mas quando os jogos são aos dias de semana é sempre um prazer defender as cores (vermelho e preto) do Histon.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

As repúblicas do azeite - Preview da minha contribuição para a Newsletter

As Repúblicas do Azeite

A Grécia (em grego: Ελλάδα ou, alternativamente, Ελλάς), embora fique situada numa encruzilhada de continentes, é um país mediterrânico e qualquer outra denominação é incorrecta tanto a nível cultural, social, histórico, climatérico, gastronómico, como geográfico. Da mesma forma que faz sentido que Portugal (em grego: Πορτογαλία e em mirandês: Pertual) seja um país mediterrânico, embora não tenha fronteira com o mar mediterrânico.

Talvez geograficamente não seja tão consensual quanto isso, mas, ao que dizem os gregos, já foram apelidados de “bizantinos”, “País de Leste” ou “País dos Balcãs” (entre outros) e parece-me que nunca foram designações positivas que granjeassem apoio. É fácil de perceber que, face às alternativas, os gregos não se importem de pertencer ao mesmo grupo que Portugal. O mesmo se passa com Portugal cuja alternativa seria ser apenas uma “província de Espanha”. A diferença é que os portugueses dizem odiar os espanhóis quando na realidade os adoram enquanto os gregos dizem adorar os turcos quando efectivamente os odeiam.

É importante esclarecer as posições gregas e portuguesas no contexto europeu e mundial porque, de facto, não são nada óbvias. São países mediterrânicos, excepções à regra, e não poderia ser de outra forma. Países periféricos. Um na ponta sudeste e o outro no extremo sudoeste, a Europa começa e termina da mesma forma. Os últimos dos moicanos. Verdadeiras repúblicas do azeite, Portugal e Grécia, são como opostos que se tocam: o Α (alfa) e o Ω (ómega).

Nós temos o destino e eles a tragédia, nós temos o fado e eles a rembetika, nós temos a guitarra portuguesa e eles têm o bouzouki, nós temos a ginginha e eles o ouzo, nós o vinho do Porto e eles o vinho de Santorini, nós temos o “chico-espertismo” e eles têm o “yorgos-espertismo”, nós temos o “desenrascanço” e eles a “missão impossível grega”, eles dizem que não e nós percebemos que sim, nós demos novos Mundos ao Mundo que era grego, nós temos praias com areia excelente e eles têm praias com excelente água: ambas são excelentes, à sua maneira. Nós temos um país com planícies e poucas montanhas e eles têm um país de montanhas com poucas planícies, nós temos estradas boas e eles têm estradas más: ambos conduzimos muito mal.

Nós somos maluquinhos por desporto e eles são fanáticos. Nós temos o Benfica e eles têm o Panathinaikos, nós temos o Porto e eles têm o Olympiakos, nós temos o Sporting e eles têm o AEK, nós temos o Braga e eles têm o PAOK, nós temos o Vitória de Guimarães e eles têm o Aris, nós temos o Vitória de Setúbal e eles têm o Asteras Tripoli, nós temos o GDEstoril-Praia e eles têm o Apollon, nós temos a Associação Desportiva de Oeiras e eles têm o Histon FC.

A Grécia teve Onassis e nós temos o Belmiro, nós temos a Amália na voz e eles têm Aquiles no calcanhar, nós temos a Mariza e eles a Eleftheria Arvanitaki, nós temos o Quim Barreiros e eles têm o Demis Roussos, nós temos o Fernando Santos e eles têm o Φερνανδο Σαντοσ; graças a Deus (!), temos o mesmo Deus mas religiões diferentes, nós benzemo-nos para a esquerda e eles benzem-se para a direita, os nossos padres vestem-se de branco e os padres deles vestem-se de preto (mesmo quando as esposas estão vivas). Até o nosso primeiro-ministro José Sócrates é descendente de gregos (isto é mentira, mas tudo o resto é verdade). Nós não reivindicamos nada, eles reivindicam tudo por nada. Nós somos hospitaleiros se gostarem de nós, as pessoas gostam deles porque são hospitaleiros.

Outrora donos do mundo, Portugal e Grécia, seguiram exemplarmente uma trajectória.

Descendente. Exemplos de como destruir a antiga glória de um país. A verdade é que não somos descendentes de Vasco da Gama ou de Ulisses mas daqueles que ficaram, por ser mais cómodo. Tanto a Grécia como Portugal são países de comodistas; os aventureiros partiram. E de sisudos. Temos dificuldade em nos rirmos de nós próprios e esse é o primeiro passo, indispensável, para podermos melhorar. Por vezes relaxamos naquilo que é realmente importante e somos picuinhas com pormenores irrelevantes. Já não há pachorra para os “velhos do Restelo”. Exigirá um esforço adicional de memória. Falta-nos rumo, direcção, vontade e bom-senso. Só isso.

Sendo um país mediterrânico, como Portugal, é mais aquilo que nos une do que nos separa mas apenas esta brevíssima comparação deve servir para identificar algumas das idiossincrasias que definem os dois países. De resto, a própria palavra idiossincrasia provem da palavra grega ιδιοσυγκασια
(ίδιος, próprio + σύγκρισις, constituição, temperamento). Mesmo naquilo que somos diferentes acabamos por ser iguais.

Mas a minha mensagem é de esperança e nós temos um trunfo: o azeite. Poucos países se podem orgulhar de produzir sistematicamente azeite de qualidade. Azeite que é a base de uma alimentação saudável e equilibrada. Um pastel de nata ao lanche também ajuda mas a base tem de ser o azeite! Obviamente, muitas vezes, estamos com “os azeites” mas até isso é positivo. Falta-nos rumo, direcção, vontade e bom-senso. Só isso.

Ao longo da última década (e mais um pouco) temos vindo a produzir azeite de excelente qualidade que não tem sido aproveitado porque, infelizmente, os “azeiteiros” são retrógrados, verdadeiros “velhos do Restelo”. É uma questão de mentalidade e isso demora algum tempo a mudar. Estamos a melhorar e a colheita está a amadurecer. Não temos de ser alemães ou escandinavos. Podemos ocasionalmente comer uma salsicha, um “schnitzel” ou um “smorgasboard” mas devemos é ter a preocupação de refinar o azeite.

Programas como o Inov Contacto são importantes para criarmos uma nova geração de “azeiteiros”, não apenas copiar o que vemos “lá fora” mas descobrirmos o nosso próprio caminho. Ou melhor, redescobrirmos, o nosso caminho. Nesse aspecto, parece-me que os gregos estão ligeiramente mais adiantados do que nós.

O meu apelo final é para que, neste processo, não se desvirtue a essência de Portugal, o azeite, que é tão português como grego.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Saviola no Benfica!

Finalmente! Saiu hoje pela primeira vez esta pré-época nos jornais desportivos portugueses esta bela peça de ficção: Saviola no Benfica! O feliz completado foi o jornal A Bola (como eu gosto da A Bola... acabei de ganhar uma aposta!). Ahhhhhhhhhhhhh... será desta????????
E será que amanhã o Aimar está quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase quase a assinar pelo Benfica?? (um quase por cada título de primeira página).

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Colecção Outono Inverno

Aqui fica o vídeozinho da moda, Colecção "Atenas" Outono-Inverno, mas nada de mariquices de "hâute coutoure", hein!? É um vídeo bem fixolas mas MACHO (!)... para mais tarde recordar... let's look at the trailer!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Novamente tudo fixolas no número 29 da rua Λουίζης Ριανκούρ

Vou receber o dinheiro do depósito dia 25, pago o que falta da electricidade & afins e ΔΑΧ! Vamos embora que está na hora.
Afinal o filho era fixolas e os netos também (um deles trazia vestida uma camisola do Katsouranis do AEK e obviamente tive de ir buscar a minha camisola do Benfas com o nome do Rui Costa estampado nas costas). É incrivel como, mesmo com o filho a dizer exactamente o mesmo do que eu, não ficou convencida... resignou-se (praí ao fim de hora e meia).
PS: O filho tinha pinta de traficante de droga (i.e. rabo-de-cavalo, patilhas afuniladas e camisa havaiana aberta com um fio de ouro deste TAMANHO!) o que me deixa tranquilo. Esses gajos são do mais honesto que existe a fazer negócio. Um paradoxo que deixa que pensar (ou então não).

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Terapia

Peço desculpa pela linguagem.

Ai o MUNDO! Lembram-se disto? Esqueçam tudo o que escrevi! Não é que a JOVEM me aparece aqui hoje em casa a dizer que vem receber Junho quando hoje é dia 2 de Julho e lhe pago os meses todos adiantados? (i.e. normalmente pago dia 28 mas, excepcionalmente, pedi-lhe se podia vir hoje porque eu antes não estava em Atenas) O quiê?! "Iouniou" Ò JOVEM! São 4 dias de diferença, até parece que é complicado!!? O MUNDO QUE TA ESPINAFRES!!! JULHO!!!!!! ESTAMOS EM JULHO ESPINAFRES! BURRA DA SENHORA!!! E tentar explicar esta COISA simples a uma JOVEM drogada. Meteu telefonemas e nada! Só porque se esqueceu de me dar a factura de Junho em Maio. Só pode ser droga... ou jogo!? Uma COISA qualquer própria de um adicto porque isto não cabe na cabeça de ninguém saudável. É assim, ESPINAFRES Ò MUNDO! Ou então está a passar fome... e é na boa... mas para isso tem de dizer a verdade e compro-lhe um souvlaki e um frappé. Agora esta COISA é assim!? Ai e tal Ioniou!!! Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, JULHO. JULHO FODASSE!!!!! Saiu agora (há 2 horas) com o dinheiro... toda contente. Diz que vem cá com o filho amanhã para esclarecer as coisas. Nunca pus os olhos em cima do filho mas esse também deve ser é ALEGRE. Acabou de chegar de Puerto Rico e já se sabe que essa COISA toda nas caraíbas é só ALEGRES! Mas esclarecer o quiê MUNDO? Ele que me venha a falar em castelhano que lhe PEÇO IMENSAS DESCULPAS E LHE PAGO IMEDIATAMENTE TUDO AQUILO QUE NÂO LHE DEVO e a seguir é a JOVEM (vou ser muito simpático ao enfiar-lhe a cabeça de alzheimer dentro do forno a 200º).

Não tomes o cerebrum até amanhã que enfio-te é o "Iouniou" pelo COISO acima. JOVEM DO MUNDO!!! Queres ver que a JOVEM me está a tentar endrominar? Tem pouca sorte porque nestas COISAS sou mais SIMPÁTICO que o Tio Patinhas. Esqueceu-se de me dar o recibo de Junho em Maio e queres ver que agora deu numa de MÁGICA? Enfio-lhe a COISA da oliveira e dos glicinios que ando a regar para ser bom menino na boca para ver se tem mais respeito.
Depois piorou... aparentemente também não lhe entreguei o dinheiro do depósito. AI O MUNDO! PASSOU-SE DE VEZ! Se não me devolver o dinheiro do depósito ainda vou parar à prisão. Isto se encontrarem o corpo.
Ou então ainda vai aparecer na TVI a dizer "Agrediu-me de todas as maneiras e feitios, pontapé, taco de baisketebol ou lá o que é, agrediu-me até quase me matar (ahhhhh, por pouco...)" Está avariadinha da cabeça, coitada da senhora. No fundo tenho pena dela.
Nota final: Estou SIMPÁTICO mas podem ficar descansados que ainda não estou maluco (isto é só uma terapia). De qualquer forma os malucos dizem sempre que não são malucos.

Always look at the bright side of life...

du bi du bi du ... and remember that the last laugh is on you".

Pode parecer estranho mas não me parece nada frustrante ir a lugares fantásticos, tirar fotografias fantásticas e depois ficar sem essas fotografias (i.e. aparentemente aparelhos electrónicos não gostam de água).

A verdade é que após uns dias/semanas de "trabalho" estava, efectivamente, entusiasmado com a perspectiva de mais uma vez poder "gozar" com a desgraça alheia. Não em si, obviamente, mas pelo facto de isso implicar que me diverti para caraças.

Talvez já não venha a ter uma máquina até ao final de Julho mas restam-me memórias e algumas fotografias mentais. Dito isto espero que a máquina seja arranjada o mais rapidamente possível e que possoa recuperar as fotos - eram fotos bem giras. Entretanto, decidi que - naquilo que se vai tornar uma bitola e filosofia de vida - nunca mais vou comprar calções de banho com bolsos.

(In)felizmente temo que o Karma não ande a gostar da "brincadeira" e decida dar-me outra lição de vida. Acho que não mereço tanta coisa boa e tenho de fazer mais boas acções para contrabalançar. O facto de ter ficado sem a máquina fotográfica foi claramente um sinal e, neste momento, ando dileberadamente à caça de "pontos positivos" (i.e. dar esmola aos remendados, ajudar velhinhas a levar as compras e, por via das dúvidas, até aos pombos ofereci tréguas em vez de porrada).

Nota importante! Aproveito para informar o que acabo de assistir: um pombo bebeu uma chávena de ouzo, atou uma fita à sua cabeça minúscula e, em vôo picado, embateu com uma força tremenda na janela do meu quarto. A janela está bem mas o pombo ficou rachado. Possivelmente está inconsciente, porque não reage quando lhe dou pontapés, consigo ver pedaços espalhados do seu cérebro e talvez tenha falecido (ou então está a fingir). É desagradável... e é a primeira vez em meses que os pombos me fazem um ataque deliberado. Uma coisa inaceitável. Algo de estranho se passa.

A sério que não estou muito chateado com a questão das fotos - e eram fotos bem giras - porque ainda tenho o córtex intacto - que é a parte do cérebro responsável pela memória. E tenho sempre a hipótese de voltar a repetir a viagem, este pombo não.

Talvez a lição de vida que o Karma me queira dar é que as recordações são muito mais do que aquilo que se vê num pedaço de papel ou se lê numa palavra. Essa seria uma lição de vida engraçada. Mas fico preocupado se o Karma pensa que pode fazer analogias entre mim e um pombo. Não é nada comparável... eu sou uma pessoa e um pombo, bem... um pombo é um pombo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Na Grécia é que há Serviço Público

É com incredulidade que registo o facto dos jornais desportivos portugueses ainda não terem lançado o tema “Saviola no Benfica!”. Se até Agosto não houver uma parangona deste tipo amuo e já não gosto mais dos jornais desportivos portugueses. Se compro jornais desportivos ou vou ver os respectivos sites várias vezes ao dia é porque quero ser entretido e, basicamente, ser iludido. Enganem-me que eu gosto! Se quiser informação rigorosa compro o Público ao fim-de-semana (aqui na Grécia o ekathimerini em versão inglesa) ou a revista Times.

Não que tenha perdido a esperança. Ainda ontem a manchete “Juventus oferece 10M€ mais Tiago ao Sporting” demonstrou uma imaginação quase ao nível do já mítico “Saviola no Benfica!”.

Difícil mesmo vai ser bater os jornais desportivos gregos, senão impossível. Tanto em quantidade como em conteúdo. Existem 13 jornais diários desportivos (se fossem 14 eu dizia que eram demasiados). São eles: o DERBY, o GOAL, o METROSPORT, o SCORE, o SPORTDAY, o THEMATCH, o ΑΘΛΕΤΙΚΗ ΜΑΚΕΔΟΝΙΑΣ ΘΡΑΚΗΣ,
o ΕΞΕΔΡΑ, ο ΠΡΑΣΙΝΗ, ο ΠΡΩΤΑΘΛΗΤΗΣ, ο ΣΠΟΡ ΤΟΥ ΒΟΡΡΑ, ο ΦΙΛΑΘΛΟΣ e o ΦΩΣ.

Estes sim não me deixam ficar mal. No outro dia vinha um a dizer na capa que o Panathinaikos tinha 60M€ para gastar em jogadores esta época e depois, lá dentro, dizia que não davam mais de 1,5M€ pelo Ivanschitz (que afinal, apesar de ser austríaco, é bom de bola e vale pelo menos o dobro). As saudades que eu já sinto deles… de todos eles. Gosto deles por igual porque são todos igualmente fantasiosos. Segundo os jornais gregos, só para o Panathinaikos vem este ano não só o Saviola (este está quase, quase… mas mesmo quase a vir… nas últimas 4 épocas), como o Aimar (para o ano treina em Lisboa e joga em Atenas alternando semanalmente), o Vennegoor of Hesselink, o Huntelaar, o Drenthe, o Koovermans e por aí adiante.

Há um exercício muito interessante que é comparar as capas dos jornais desportivos portugueses com as capas dos jornais desportivos gregos (que podem ser encontradas
aqui em press room). Lanço o desafio de perceber porquê.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Α στο διάολο

Durante alguns dias, não chegou a ser sequer uma semana, andei a receber chamadas anónimas no meu telemóvel grego. A cadência das chamadas, essa, compensou a relativa pouca duração da “perseguição” – acho que é esta a palavra correcta. Sem dúvida que isto foi obra de uma “perseguidora” profissional (sim, “perseguidora”) porque num período critico cheguei a ter 54 (!) chamadas não atendidas pela manhã e mensagens, substancialmente mais, perdi-lhes a conta. Guardei cerca de 10, as mais interessantes, como recordação. Tive de gastar largos minutos dos meus dias a apagar mensagens, uma actividade muito pouco estimulante. Uma maçada. Escusado será dizer que o número era privado e, a certa altura, tirei o som do telemóvel porque, sou sincero, das primeiras vezes achei piada e costumava atender o telefone (embora nunca tenha respondido às mensagens). Por mais curiosidade, ou seja lá o que quer que me tenha motivado a “ver até onde é que isto vai”, era impossível acompanhar tamanha neurose e estupidez genuína. Uma verdadeira lição de limites. Foi a partir do momento que deixei de atender o telefone que a coisa tomou estas proporções idiotas. Antes disso, tirando o pormenor de alguém que não conheço de lado nenhum me estar a telefonar constantemente (como se fosse a coisa mais natural do mundo…) nada faria prever esta súbita escalada e descontrolo.

Inicialmente, pensei que fosse uma brincadeira de uma amiga grega cuja noção de diversão é, na melhor das hipóteses, palerma (na realidade, ela tem perturbações mentais). Mas tenho quase a certeza de que – agora que acabou (?) – não foi ela porque já o teria confessado e ter-mos-ia rido disso. Se bem que tudo é possível e, na realidade, ela tem perturbações mentais. Talvez tenha sido uma erasmus ou uma desempregada porque uma “perseguição” deste calibre requer tempo e ociosidade. Não sei, nem quero saber. Neste momento a minha explicação mais consistente é a de que o meu telemóvel esteve momentaneamente possuído por uma entidade alienígena. Senão como é que posso explicar registos de chamadas do meu próprio número? Muito estranho, mas prefiro não pensar muito nisso.

O teor das chamadas era variável, definitivamente a mesma pessoa mas com personalidades diferentes, sem dúvida alguém com treino teatral… ora era a “perseguidora simpática”, ora a “perseguidora zangada”, ora a “perseguidora psicopata”, ora a “perseguidora romântica” e por aí adiante. Não fosse o facto de me estar genuinamente nas tintas e ser pouco impressionável, diria que estive em contacto com uma personalidade digna de estudo. Um verdadeiro tratado de múltipla personalidade e loucura aleatória.

Depois disto, o que eu estou a precisar é de fazer um cruzeiro. Aproveito para lançar um apelo a todos os “perseguidores” que andam por aí: arranjem um passatempo mais saudável, qualquer coisa de mais útil que estimule o intelecto e o corpo. Fazer o cubo mágico, sei lá, qualquer coisa.

Como poupar nos transportes da cosmopolita Atenas?

É chegada a hora da dica “como poupar nos transportes da cosmopolita Atenas”. Primeira e última.

Ora bem, a abordagem do “turista distraído” é infrutífera, Não vale a pena perder demasiado tempo com lamechices porque os revisores em Atenas são como cães de fila empedernidos treinados na arte da incorruptibilidade e a “não largar” a presa. As boas notícias são que, como sempre, há falhas no sistema. Os revisores em Atenas escolhem as “presas” através dos sentidos. Normalmente escolhem os “mal vestidos” ou os “agitadiços” (i.e. se te enquadras neste grupo, não desesperes, continua a ler porque isto é especialmente útil para ti). Portanto, andar de fato no metro é quase como garantir imunidade. “Comprar passes? Não, eu tenho é um fato da Hugo Boss.”

O que se segue não é recomendado a amadores ou consciências mais puritanas. Em apenas 6 passos vou ensinar como poupar nos transportes em Atenas. Na eventualidade de um revisor nos “topar”, no meu caso aconteceu 3 vezes desde Novembro (o que representa uma probabilidade inferior a 2%, mas enfim, vamos reduzir a probabilidade para 0%):

– Não deixar transparecer afinidade com o estilo de vida grego. Morada fixa grega ou trabalho regular grego incluído. “Eu estou aqui de fato porque tenho de ir para o aeroporto, estou atrasado e blábláblá…” para todos os efeitos, a abordagem do “business man com falta de tempo” é um bom disfarce. Não pagar na hora (muitíssimo importante) e entregar o BI ou o passaporte ao revisor para que este passe a multa.
– Esperar que o revisor passe a multa.
– Receber o BI ou o passaporte do revisor.
– Receber a multa do revisor.
– Escutar, com muita atenção, as instruções de onde pagar a multa.
– Desejar-lhe um bom dia e esperar que o revisor siga o seu caminho. Em local seguro, rasgar a multa e colocar num papelão.

Só tenho a acrescentar duas coisas e com alguma seriedade: a primeira é que os transportes públicos, pura e simplesmente, não deveriam ser pagos. Alego objecção de consciência! Afinal, os impostos servem para quê? Se é para criar défices de qualquer forma, então, mais vale ter uma razão válida que não envolva incompetência ou corrupção. Não tenho nenhum prazer ou orgulho em não comprar o passe e muito menos considero que estou a realizar um crime (nos meus padrões, obviamente). Acho que é um direito, só isso. Aliás, admiro sinceramente que mais pessoas – que pagam os impostos – não reivindiquem o direito a transportes públicos grátis ao não pagar. Por acaso a educação paga-se? Por acaso, agora que penso nisso, até se paga e não é um bom exemplo… mas também está errado, ou não!? O princípio é o mesmo. Não compreendo o conceito de uma coisa que alegadamente é pública e depois tenho de pagar por ela como se fosse privada. Se querem que comece a pagar vão ter de passar a chamar-lhes transportes privados. A segunda coisa é que não quero que a Grécia se sinta discriminada em relação a Portugal. Vamos lá a ver, não transgrido nenhuma propriedade, não salto nenhuma vedação e muito menos o faço às escondidas… é como se dissessem que tenho de pagar para me deslocar numa coisa que é de todos e, portanto, minha. Isto faz sentido? Se quiserem que pague vão ter de pôr barras ou qualquer outra coisa que me impeça de progredir normalmente. Vão ter de me obrigar, mesmo, e até agora (já lá vão 24 anos…) nunca o fizeram. Nem vão fazer, porque se quisessem já o tinham feito. No fundo, é uma questão de seguir os 6 passos enquanto não se muda o absurdo – seja em Atenas, Lisboa ou qualquer outro local.

sábado, 17 de maio de 2008

O verdadeiro Iron Man

Provavelmente o Homem mais perigoso do Mundo (com menos de 1,65 metros). Se existirem super-heróis este é um deles: "Iron Mike" Zambidis.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Uma bonita história

Um armador rico de Atenas está a passar 5 dias de férias numa ilha paradisiaca. São os únicos dias de férias que tem durante o ano. É casado, tem dois filhos pequenos mas não passa muito tempo com a família porque trabalha em média 12 horas por dia.

Da sua magnifica casa de férias na praia ele vê um pescador e ao 3º dia decide ir falar com ele:

- Desculpe, mas tenho estado a observá-lo e reparei que apenas pesca das 9:00 às 10:00.
-Sim, e depois?
-E depois não está a aproveitar o dia inteiro. Se pescar mais tempo é provável que arranje mais peixes.
-Sim, e depois?
-Com mais peixes podia ir vendê-los para ganhar dinheiro.
-Sim, e depois?
-Podia juntar dinheiro para comprar um barco. Com um barco podia pescar mais e ganhar ainda mais dinheiro.
-Sim, e depois?
-Com dinheiro pode trabalhar menos e passar mais tempo com a sua família.
-Compreendo... mas veja, a razão porque apenas pesco uma hora por dia é exactamente essa.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

E estas foram as fotos que foram destes 2 meses que foram - Κινέζικο style turista

LEFKADA



A ponte que liga o rio ao anti-rio.



Porto Katsiki










A pensão em Vassiliki










Egremnoi











HYDRA


Maria I








Maria II



























ISTANBUL